quinta-feira, 8 de novembro de 2012


Maduro

Estava maduro 
e caiu com 
o vento. 
Acertou-me 
com páginas 
cheias de 
argumentos.
Descasquei 
o fruto doce 
com os olhos
e o mastiguei 
com os pensamentos.

Por Alexandre Reis

* Imagem por J. Bosco (http://jboscocartuns.blogspot.com/)


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cuidados com o livro


Não o manuseie com as mãos sujas;
Não rabisque, não molhe, nem faça anotações nas folhas;
Não rasgue, nem arranque folhas;
Não coloque entre as páginas objetos mais espessos que o papel;
Não insira no livro pétalas ou folhas de plantas, recortes de jornais e outros papéis de baixa qualidade. Esses elementos alteram o pH do papel provocando manchas, além de modificarem o estado físico da encadernação;
Não coma, nem beba próximo aos livros.
Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação. O certo é empurrar os volumes dos dois lados e puxar o volume desejado pelo meio da lombada;
Use ambas as mãos para manusear os documentos;
Não faça “orelhas” para marcar páginas, pois provocam o rompimento das fibras do papel;
Não faça anotações ou marcações nos livros;
Não debruce em cima dos livros para leitura;
Evite tirar cópia xerox dos volumes encadernados danificando não só a encadernação mas também o papel;
Não vire as páginas do livro com os dedos umedecidos com saliva;
Não coloque clipes como marcador de páginas, pois o processo de oxidação passará para a folha, manchando e podendo rasgá-la;
Não utilize fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca (PVA) para evitar a perda de um fragmento de um volume em degradação. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicado.

Lembre-se! Os livros da biblioteca são de todos os usuários, alunos, professores, funcionários e comunidade. E todos temos o dever de cuidar!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Que tal aproveitar para ter uma leitura prazerosa????

Ler...

Ler é o melhor remédio.
Leia jornal...
Leia outdoor...
Leia letreiros da estação do trem...
Leia os preços do supermercado...
Leia alguém!
Ler é a maior comédia!
Leia etiqueta jeans...
Leia histórias em quadrinhos...
Leia a continha do bar...
Leia a bula do remédio...
Leia a página do ano passado perdida no canto da pia enrolando chuchus...
Leia a vida!
Leia os olhos, leia as mãos. Os lábios e os desejos das pessoas...
Leia a interação que ocorre ou não entre física, geografia, informática, trabalho, miséria e chateação...
Leia as impossibilidades...
Leia ainda mais as esperanças...
Leia o que lhe der na telha...
...mas leia, e as idéias virão!

Luís Fernando Veríssimo

domingo, 28 de outubro de 2012

MAURÍCIO DE SOUSA


“Nós fazemos o que eu considero uma história em quadrinhos universal. 
Há uma listinha  dos assuntos, dos temas, do comportamento que deve 
ser seguido pela nossa turminha para eles poderem andar 
na Vila do Limoeiro universal que estamos tentando criar.”


Empresário e criador da turma da Mônica.

Nasceu em 27 de outubro de 1935 em Santa Isabel (SP).
É jornalista e cartunista. Quando trabalhava como repórter policial na Folha de S. Paulo, em 1959, criou seus primeiros personagens, Bidu  e  Franjinha, e passou a publicar tirinhas diárias. Inspirado na infância em Mogi das Cruzes e em dois dos dez filhos, Mônica  e Magali, criou outros personagens. 
Em 1970 foi lançada a revista “Mônica”, com 200 mil exemplares. 
Hoje, Mauricio tem mais de um bilhão de revistas publicadas em 120 países, 12 longas-metragens da Turma da Mônica lançados ao passar dos anos, cerca de 3 mil produtos licenciados e a gigantesca engrenagem alimentada por suas criações que anualmente movimentam US$ 2 bilhões e empregam 30 mil pessoas direta e indiretamente. Não à toa, é considerado o maior formador de leitores do Brasil.

Alguns de seus personagens:



Que assistir um episódio????????

Aproveitem!!!


Esperamos que gostem!



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

AMANDA E OS NANOROBÔS

Esta história tem como autor Eliú Quintiliano.
Se passa num futuro onde as máquinas já coexistem com os humanos, um mundo novo surge do outro
lado da galáxia.

e começa assim:


A FUGA


O céu estava num tom de azul muito intenso, não se via a linha do horizonte, somente quando estavam em cima de uma duna mais elevada e a claridade daquela tarde  mesmo  que  fosse  branda,  castigava implacavelmente a pele delicada da princesa Alyessa.

A  luz  que  refletia  na  areia  muito  clara  incidia diretamente para seu rosto, castigando-a, seus cabelos perfeitamente  escovados,  por  sua  mãe  pela  manhã, grudavam em sua pele em volta de seu pescoço, logo que começaram a caminhar ainda os tirava, mas a canseira era tamanha, que já nem se importava mais, deixava-os enroscados em seu pescoço.
Alyessa, acostumada ao conforto que sempre viveu, lembrava-se da amena temperatura que as paredes frias do castelo proporcionavam ao interior do palácio, onde morava  com  sua  família,  o  teto  era  alto  em  todos  os cômodos do castelo, mesmo que o grande astro azul com todo seu brilho banhasse com seus raios o castelo o dia todo, dentro do castelo sempre era muito fresco, mesmo no auge do verão.
 Estava com saudades da tranqüilidade que sua vida tivera até levantar-se da cama de manhã, o dia que tinha começado cheio de novidades alegrias e risos por toda a cidade,  tinha  tido  uma  seqüência  de  adversidades,  se estivesse em uma viagem de passeio, não se importaria com  a  canseira,  mas  não  era  isso  que  estava acontecendo.
Era  uma  fuga  desesperada  por  um  deserto  que parecia não gostar de menininhas passeando por ele.
Amanda  sua  irmã,  três  anos  mais  nova  que  ela, dormia dentro da mochila improvisada que Siux seu irmão de criação carregava em suas costas, feita de tiras de sua própria camisa. Logo que deixou o castelo sabia que a caminhada iria ser longa e não poderia ficar carregando Amanda em seus braços durante tanto tempo e sabia que ela não  poderia  ir  andando,  estava  realmente  muito machucada.  Com os braços soltos a balançar e a cabeça caída  sobre  o  ombro  de  Siux,  seus  cabelos  longos  e negros a esconder seu rosto que outrora era tão sereno e angelical,  e  conforme  Siux  caminhava  nem  percebia  o calor e os percalços a sua volta, às vezes até esquecia que Amanda estava em suas costas.
Esse era o estado em que se encontrava a pequena princesa,  dormindo  ou  desmaiada,  nem  se  percebia
diferença alguma.
O jovem de pele azul clara, que parecia muito com a cor do astro que brilhava no céu, não demonstrava sede, seu semblante era fatigado e sério, queria muito chegar logo até as montanhas e sair logo da areia que o estava castigando.
Imaginava  ele  que  seria  um  dia  feliz  cheio  de novidades, mas para ele foi um fardo, mesmo que amasse
as  duas  princesas  como  se  fossem  suas  irmãzinhas menores, não estava fácil para ele aguentar, tinha bebido tão pouca água, e ainda tendo que levar Amanda em suas costas.

Gostou do pequeno trecho? Tem mais no endereço a seguir:


Espero que tenham uma ótima leitura e gostem!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2012



A metáfora do Elefante Acorrentado

Você já observou um elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

(Autor desconhecido)

Esta história foi retirada da página de Histórias em Letras, no facebook.

domingo, 21 de outubro de 2012



Vamos ler um pouco?????????????

Nossa indicação é um livro que tem o título: PAI, POSSO DAR UM SOCO NELE?
Tem como autor: JOSÉ CLÁUDIO DA SILVA e pertence a coleção Arte de escrever.

A história começa assim:


Tudo começou numa quarta-feira quente de janeiro. Era mês de colocar as leituras em dia. Esquecer o mundo lá fora e se embrenhar durante trinta dias no mundo imaginário dos livros! 
Brammmm!
A porta da sala bateu violentamente contra a parede. Abriram com uma bomba poderosa: o pontapé. Os bárbaros chegaram.
- Pai, quero jogar videogame!
- Tio, quero Nescau!
- Tio, quero guaraná!
- Pai, quero bolacha!
Todas falavam ao mesmo tempo. Exigindo seus direitos. Eram seis anjinhos: Daniel e André, filhos. Maurício, Vinícius, Lucas, Mayra, a única menina bárbara, sobrinhos.
- Mães irresponsáveis. Largaram essas crianças neste lugar minúsculo e foram passear no shopping. Como vou ler com tanto barulho!?
Enquanto isso, as crianças começaram uma guerra de almofadas no quarto do casal.
- Parem com esse barulho. Venham aqui.
Empurrando, chutando, esmurrando, xingando uns aos outros, chegaram na porta da saleta. Todas tentavam passar, ao mesmo tempo, pela porta.
- Silêncio!!! Sentem-se na mesa. Não em cima da mesa! Vocês vão quebrar o vidro e sua mãe me mata. Pelo amor de Deus, sentem-se nas cadeiras! Tudo bem. Agora silêncio! Só eu falo! O que vocês querem fazer além de destruir o apartamento e me deixar louco?
Gritando, falavam ao mesmo tempo:
- Quero ir ao Play Center, ao zoológico, Cidade da Criança, ao Parque da Mônica...
- Nem pensar! Eu não sou louco para ficar andando com seis crianças, cheias de energia, em parques enormes. Que tal um programa diferente?
- Qual?
- Acampar!!!
- Acampar???
- É. Vocês nunca acamparam? Mas não vamos a um camping cheio de confortos. Vamos acampar numa mata, sozinhos.
- Igual aos escoteiros, tio?
- Mais ou menos, Lucas.
- Vai ser legal, tio?
- Garanto que vocês vão gostar. Vamos fazer muitas coisas. Será divertido.
- Para onde vamos, tio? - perguntou Mayra.
- Você não vai - gritou Daniel.
- Acampamento é só para homens - completou Vinícius. Mayra mostrou a língua para os dois e disse:
- Bobões. Eu também vou, tio?
- Claro!
- Alguém vai ter de fazer a comida e lavar a louça - resmungou Lucas.
- Quero que vocês peguem as mochilas da escola e tirem os materiais de dentro e...
- Que mochilas, tio? - perguntou Lucas - a minha não presta para mais nada.
- Nem a minha!
- Nem a minha!
- Posso imaginar o estado em que elas se encontram. Vou sair para comprar mochilas, mantimentos e alguns
utensílios para acampar. Por favor, não destruam o apartamento enquanto eu estiver fora.


E aí gostou desse pequeno trecho????????

A história completa está em: http://www3.universia.com.br/conteudo/livros/paipossodarumsoconele.pdf


Esperamos que tenham uma ótima leitura!